Comissão da ABNT define escopo da norma do wood frame

25 de Abril de 2017

Nesta primeira versão, texto irá contemplar edificações de até dois pavimentos   

No último dia 18, a Comissão de Estudos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), ABNT/CE-002:126.011, responsável por desenvolver a norma técnica para o sistema construtivo wood frame, esteve reunida em Curitiba (PR) para avaliar o trabalho realizado até o momento e também para definição dos primeiros conteúdos desenvolvidos. Os participantes aprovaram o escopo da norma que pretende contemplar edificações de até dois pavimentos.

A partir da instalação da Comissão de Estudos em 2016, foi criado um grupo de trabalho para sistematizar a força-tarefa e dar celeridade às discussões. Os coordenadores de cada tema previsto na norma – projeto, execução e desempenho – orientaram a estruturação de cada um desses pontos. Em 2017, houve evolução nas propostas para as partes Projeto e Execução da norma, abrangendo questões como requisitos gerais, componentes, projetos estruturais, projetos complementares e execução, entre outros.

“Tínhamos o desafio de desenvolver este trabalho em 36 meses, quando instalamos a CE, em junho do ano passado. Para isso, foi constituído o grupo de trabalho, que deu agilidade ao processo”, explicou Euclesio Manoel Finatti, coordenador da Comissão de Estudos e vice-presidente da área técnica do Sinduscon-PR.

Para complementar o trabalho que vem sendo realizado, foi definida a criação de um novo grupo específico, para avaliar as informações referentes a materiais previstos para uso nesse sistema.

O GT terá agora até o final de abril para concluir os textos produzidos, que posteriormente serão validados pelos membros da Comissão e, então, colocados para consulta Nacional.

Oportunidades de negócios

A norma técnica do sistema construtivo wood frame está diretamente relacionada com a qualidade de processos, representando benefícios para fabricantes, construtores e os clientes. “Além de estabelecer parâmetros técnicos, a norma permitirá avanços em questões relacionadas à viabilidade da utilização do sistema construtivo, como os financiamentos imobiliários. Com isso, haverá mais recursos para a implantação de projetos, resultando também em garantias para as empresas e para os clientes e consequente aumento do consumo de madeira no mercado nacional”, avalia o superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) e secretário da Comissão de Estudos, Paulo Pupo.

 

Por Portal Madeira e Construção com informações da Assessoria da Abimci

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