Desafios para a indústria de madeira: aumentar consumo interno e melhorar produtividade

23 de Abril de 2018

Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente defende ações coordenadas do setor

De olho no aumento do consumo interno da madeira e na melhoria da produtividade, o setor industrial madeireiro precisa estar atento a questões estruturantes e à necessidade de uma maior coalização entre os atores do setor. Esses são alguns dos desafios apontados pelo superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), Paulo Pupo, para aumentar o consumo interno per capita de madeira e melhorar a produtividade da cadeia de base florestal do país. Na avaliação da entidade, a expectativa do setor produtivo é de que haja uma retomada do crescimento interno, melhoria do ambiente de negócios, prosseguimento das reformas estruturantes do país, novos financiamentos e investimentos para a produção e renovação tecnológica. “Ainda enfrentamos uma baixa competitividade comercial por conta do fator politico, da falta de acordos comerciais e entraves burocráticos, logística portuária mais cara do mundo e baixo nível de investimentos e de crédito”, afirma.

Para a Abimci, a retomada já começou com sinais visíveis da construção civil anunciando números mais positivos. “Nosso setor se descolou do governo, um mérito nosso. E esse descolamento tende a aumentar”, afirma Pupo.

Uma das saídas sugeridas pela associação para aumentar o consumo per capita está justamente no segmento da construção civil. Para tanto, uma das atuações tem sido no intuito de consolidar o sistema construtivo wood frame para gerar escala. “Temos um enorme potencial construtivo e uma crescente demanda por moradias. Sistemas industrializados com madeira permitem ganho em escala e velocidade, sendo uma opção viável para programas sociais do governo”, explica.

O trabalho em relação à consolidação do wood frame passa pela organização do mercado, com nivelamento de informações através da realização de eventos, desenvolvimento da norma técnica e de programas de certificações, reconhecimento pelos órgãos oficias (ABNT, Inmetro). As ações para desenvolvimento da norma técnica estão avançadas e, em breve, teremos novidades para o mercado”, afirma.

Por Juliane Ferreira para o Portal Madeira e Construção

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