Desenvolvimento das cidades inteligentes passa pela inovação da construção civil

13 de agosto de 2018

Tema foi abordado durante o WSI – We Shape Innovation, evento que debateu a inovação no setor e foi realizado em Curitiba (PR)

Sustentabilidade, construção em madeira, soluções urbanísticas e conectividade tecnológica. Estes são temas associados com cidades inteligentes. No entanto, estes assuntos precisam “conversar” para realmente significar um avanço no desenvolvimento de um novo patamar para os centros urbanos, o que depende essencialmente de inovação.

Para o empreendedor em tecnologias para cidades, Eduardo Marques, isto passa pelo entendimento dos profissionais da construção civil sobre o impacto que eles têm na qualidade de vida da população. “Quando um engenheiro civil, há 20, 30 anos, iria entender que o trabalho dele interferiria na mobilidade urbana, na saúde das pessoas, em questões que hoje nós conseguimos ver que estão interligadas? As pessoas vivem nas cidades e isso gera problemas. Muitos deles podem ser resolvidos pela arquitetura e urbanismo, por exemplo”, comenta.

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Eduardo Marques

Marques salienta que este é um “caminho sem volta”. “E estas pessoas, ou seja, estes profissionais, precisam estar conectados e muito com inovação, com sustentabilidade e com as próprias cidades”, avalia. Ele foi um dos palestrantes do WSI – We Shape Innovation, evento voltado para a inovação no setor da construção civil realizado em agosto em Curitiba (PR). O encontro foi considerado como o principal deste gênero na região Sul do País.

O especialista salienta que, logo quando se pensa em cidades inteligentes, o primeiro conceito que surge é a tecnologia da informação. Entretanto, existem muitos meios para atingir o principal objetivo de um centro urbano como este: qualidade de vida da população. Entre eles estão as áreas verdes e soluções focadas na sustentabilidade.

“As áreas verdes são meios para atingir a qualidade de vida da população, assim como os prédios inteligentes, por exemplo. A construção com madeira segue a mesma ideia: é um meio para que as construções sejam mais limpas e isso interfere na longa cadeia na nossa vida como um todo. São tecnologias de todos os tipos, que são meios para obter uma melhor qualidade de vida das pessoas”, opina Marques.

Em seu entendimento, há ainda muito o que ser feito no Brasil para avançar em projetos de cidades inteligentes, apesar de existir vários exemplos positivos em andamento. “Sabemos que estamos muito para trás do que já é possível fazer. Há conceitos avançados hoje, como conceitos urbanísticos, por exemplo. Se os gestores e legisladores criassem ambiente favorável para isto, estaríamos melhores. Muito ainda esbarra em vontades individuais, que se sobrepõem aos interesses coletivos”, aponta Marques. O empreendedor pondera, informando que a pressão sobre o poder público está cada vez maior para que esta visão deixe de ser uma ideia para o futuro.

Por Joyce Carvalho para o Portal Madeira e Construção

Foto: Kelly Knevels

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