Dia da Mulher: profissionais que fazem a diferença

8 de Março de 2018

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o Portal Madeira e Construção homenageia algumas das profissionais que fazem a diferença no universo da arquitetura, da engenharia e da indústria da madeira. Exemplos que mostram que a educação e o acesso igualitário ao conhecimento podem transformar vidas, dar voz, representatividade e gerar transformação na sociedade.

Akemi Ino

Com mais de 30 anos de experiência na área de projetos e construção com madeira, a professora do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU-USP) Akemi Ino já enfrentou muitas barreiras e dificuldades para disseminar a madeira como material construtivo. Ao longo dos anos, ela desenvolveu inúmeras pesquisas na área e trabalhou para quebrar o preconceito que existe em torno da madeira, tentando mostrar o quão valiosa é esta matéria-prima e o potencial excepcional que tem. Para ela, a madeira é uma das melhores opções pra construção civil e, por isso, o seu uso precisa ser incentivado.

Para que a madeira se torne mais popular, Akemi afirma que é preciso continuar o trabalho de incentivo, pois o mercado de construção ainda está preso aos velhos paradigmas da construção, ao método convencional. A professora ressalta que o objetivo dela não é tirar o concreto, o aço ou o cimento da construção, mas, sim, mostrar a opção mais positiva, para que todos possam compreender essa mensagem. Segundo ela, especificar madeira e seus derivados nos projetos é uma forma de inovação, pois inovar é aplicar o que existe de mais tecnológico no mundo e que pode trazer grandes contribuições para o mercado e também para o meio ambiente.

 

 

Carla Rabelo Monich

Analista de Inovação na empresa Tecverde Engenharia, Carla é mestre em Engenharia de Construção Civil, onde desenvolveu seus estudos dentro da linha da Sustentabilidade. Atua nas áreas de Gestão da Inovação, sustentabilidade aplicada às edificações, energia embutida nos materiais de construção, mitigação de carbono, utilização de madeira em habitações de interesse social, tecnologias limpas, indicadores de sustentabilidade, declaração ambiental de produtos, tecnologia de construção wood frame e SIP (Structural Insulated Panels). Uma das participantes mais atuantes nas discussões da Comissão de Estudos da ABNT para desenvolvimento da norma técnica para as construções em wood frame no Brasil.

Christine Laroca

A arquiteta e doutora em Engenharia Florestal é professora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná e uma das maiores incentivadoras no meio acadêmico quando o assunto é uso da madeira na construção civil. Atua, principalmente, no ensino da arquitetura e sistemas construtivos não convencionais utilizando madeira, tecnologia das construções, projeto de estruturas de madeira e conforto ambiental.

Andréa Berriel

Outro exemplo do Paraná de dedicação na área da pesquisa e de referência no meio acadêmico, Andréa Berriel é mestre em arquiteta. Na sua dissertação defendeu o tema “Madeira e morada: a habitação de madeira como opção para o século XXl”. Doutora em Engenharia Florestal tratou em seus estudos da “Arquitetura de Madeira: reflexões e diretrizes de projeto para concepção de sistemas e elementos construtivos”. Projeta sistemas e peças-sistema para construção com madeira e obras com materiais locais e de baixo impacto ambiental. Sua atividade de pesquisa complementa o projeto de arquitetura e vice-versa.

Para ela, as aulas de projeto deveriam ser calcadas na prática, em grande parte dentro de laboratórios e com a construção sistemática de protótipos. Paralelalmente à docência e aos projetos de arquitetura, tem uma produção artística, sendo seu meio de expressão predominante a pintura a óleo sobre suportes diversos. Nos últimos anos pinta exclusivamente retratos de pessoas com as quais tem algum tipo de relação e participa regularmente de exposições de artes plásticas.

Janice Bernardo da Silva

Doutora em Engenharia Florestal e arquiteta, Janice é professora universitária e desenvolve pesquisas sobre a arquitetura de madeira no Paraná. Publicou o livro “Madeira e técnica: as edificações históricas da Colônia Murici (2013)”.Tem experiência na área de projeto, teoria e história da Arquitetura, da Restauração e do Design de Interiores, atuando principalmente com patrimônio histórico, restauração e tecnologia da madeira.

Catharina Macedo

Uma apaixonada pelos conceitos de soluções sustentáveis. À frente da Spirale Arquitetura, a arquiteta e professora Catharina Macedo é mestre em Construção Civil, com ênfase em Conforto Ambiental. É consultora e instrutora de sustentabilidade do Sebrae, onde desenvolve, dissemina e aplica as metodologias e soluções da instituição. Um de seus projetos em Brasília (DF), o Centro de Referência do Cerrado – que tem a madeira como elemento principal – recebeu o Prêmio GREEN WORLD AWARD 2015 na categoria ambiente construído, concedido pela The Green Organization, entidade ambientalista britânica que premia iniciativas e obras sustentáveis de todo o mundo.

Dayane Potulski

A engenheira industrial madeireira integra há quase sete anos a equipe técnica da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci). A experiência à frente da implantação de programas de gestão de processo e de qualidade nas principais indústrias de madeira do país a tornaram referência no assunto. Acompanha e participa ativamente das discussões para o desenvolvimento das normas técnicas para produtos de madeira e para o sistema construtivo wood frame.

Karin Lauer

Uma das referências em construções com madeira no Rio Grande do Sul, a arquiteta especializou-se em edificações residenciais com madeira – sua paixão. Em viagens de estudos, conheceu a arquitetura de países como Alemanha, França, Canadá e Estados Unidos. “Vejo cada projeto como uma oportunidade única de criar espaços voltados para uma circunstância peculiar: a singularidade de cada cliente, com suas expectativas, sonhos, e o pedaço do planeta Terra por ele escolhido para morar.”

Eunice Nielsen

Natural de Canoinhas (SC), formada em Administração de Empresas, Eunice teve seu primeiro contato com a madeira com 18 anos, quando iniciou sua vida profissional na empresa Compensados e Laminados Lavrasul S/A, onde seu pai também trabalhava na época.

Iniciou a carreira como auxiliar de produção na fábrica de compensados. A dedicação e o comprometimento com o trabalho logo indicaram que ali tinha uma profissional de destaque. O próximo passo foi assumir a função de auxiliar de escritório, o que a levou a se interessar pela qualidade dos produtos, área na qual passou a atuar. Em alguns anos, o aprimoramento profissional e o interesse em aprender sempre mais a levaram a se tornar responsável pelo setor na fábrica de compensados responsável pela certificação e testes de qualidade do produto. Em 2014, Eunice passou por mais um desafio profissional, tornou-se a gestora de qualidade da indústria.

Anaïs Guéguen Perrin

“É pelo material terra que me aproximei desta vertente da arquitetura, durante meus estudos na França”. A arquiteta Anaïs Guéguen Perrin tem como desafio disseminar o que ela chama de arquitetura ecológica e construção. Focada na produção de arquitetura de terra, em taipa de mão, adobe, revestimentos artísticos, entre outros, a profissional atua desde a concepção do projeto até a parte prática de realização, mão na massa mesmo. “Para mim, é difícil dissociar a parte prática da intelectual por duas razões: gosto de manipular e dar forma às ideias e também pelo baixo número de profissionais que trabalham com terra, o que dificulta a introdução deste material no mercado da construção ecológica no Brasil”, explica.

Na avaliação de Anaïs, a participação das mulheres nas atividades práticas nos canteiros ainda é pouco comum no Brasil, ao contrário da França ou outros países europeus, por exemplo. “Acredito que mulheres e homens têm muitos potenciais compartilhando o espaço da obra por serem complementares, tanto nas abordagens quanto na resolução dos desafios do dia a dia na obra. O futuro da moradia mais saudável está nos materiais mais naturais e nos saberes associados, assim como na mistura de gênero na concepção e na realização”, completa.

Por Portal Madeira e Construção

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