Financiamento coletivo permite investir em empreendimento em wood frame

8 de Janeiro de 2018

Tecverde e FormaNova se unem à URBE.ME, plataforma que utiliza o conceito de crowdfunding, para viabilizar investimentos imobiliários a partir de mil reais

Quer investir em um empreendimento construído em wood frame? A URBE.ME, uma plataforma on-line baseada no conceito de financiamento coletivo – o chamado crowdfunding – está captando recursos para um projeto da Tecverde e FormaNova. Os investimentos podem ser feitos a partir de mil reais, até o dia 11 de janeiro, exclusivamente pela internet.

A proposta de investimento é para o empreendimento TERRA BRASILIS, em Marília, São Paulo, considerada uma das melhores cidades para se investir em imóveis segundo o ranking da Prospecta P2i.

De acordo com informações do site da URBE.ME, os projetos disponibilizados na plataforma possuem rentabilidade que vão de garantias mínimas de 110% do CDI a ganhos de até 20% ao ano. A projeção de rentabilidade indicada para o empreendimento Terra Brasilis pode variar de 13 a 15.1% ao ano com um retorno em 24 meses. Com um investimento de R$ 1.000,00, por exemplo, o resultado no final do projeto seria de R$ 1.601,61 contra R$ 1.316,53 no CDI e R$ 1.211,36 na poupança. Até o dia 8 de janeiro, o site indicava que 37% das cotas estavam disponíveis. O empreendimento participa do Programa Minha Casa Minha Vida e conta com financiamento da Caixa Econômica Federal, atraindo público da faixa 1,5 do Programa.

Segundo a plataforma, o único custo envolvido na operação é o imposto de renda com alíquota de 15% sobre o ganho de capital, retido diretamente na fonte. No site está disponível um estudo de viabilidade econômico-financeira do projeto, o alvará da obra, além de outros documentos sobre o empreendimento e as empresas envolvidas. Após a oferta, os investidores continuam recebendo relatórios trimestrais com informações sobre o andamento das obras, as unidades vendidas e o preço de venda. O investidor se torna um credor – e não sócio – do empreendimento, o que garantiria, no caso de insolvência da incorporadora, a possibilidade de reaver o valor investido. O modelo é regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador do mercado de capitais. Caso o valor mínimo para viabilizar o empreendimento não seja atingido, o valor investido será retornado para os investidores, corrigido pela poupança no período, diretamente na conta cadastrada.

Para saber mais sobre o projeto acesse o site da URBE.ME.

Expectativa e cautela

Embora com resultados positivos em relação a 2016, a construção civil e o mercado imobiliário estão longe de uma franca recuperação, segundo avaliação da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Ainda assim, a expectativa é de que, para 2018, a indústria continue avançando e reconquiste um crescimento positivo, que pode chegar a 2%. A CBIC defende que para que isso aconteça, o Governo precisará adotar algumas disposições em prol do setor: o restabelecimento do crédito, a melhoria no ambiente de negócios e o investimento em infraestrutura.

Na avaliação do professor do ISAE/FGV, Jacques Lejeune, investimentos no setor imobiliário exigem cautela. “Ainda vivemos momentos de incertezas nos campos político e econômico no país, com um mercado imobiliário retraído”, explica. Para o especialista, investimentos como esse ainda têm um alto risco. “Processos de captação coletivos normalmente acontecem em momentos de crise. Por isso, é preciso ficar atento a todos os riscos envolvidos”, completa.

 

Por Juliane Ferreira para o Portal Madeira e Construção

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