Japan House: madeira na Avenida Paulista

12 de Maio de 2017

Espaço criado para difundir a cultura japonesa foi inaugurado com uma exposição sobre o bambu

A cidade de São Paulo acaba de ganhar um projeto diferente que tem por objetivo trazer um novo olhar sobre o Japão: a Japan House, uma iniciativa global do governo japonês. A ideia é reunir arte, tecnologia e negócios para mostrar aos visitantes um pouco da cultura japonesa do século XXI, incluindo as raízes e tradições do país. Na unidade paulista, o projeto do espaço foi desenvolvido pelo arquiteto japonês Kengo Kuma, bastante conhecido no mundo por utilizar materiais sustentáveis, como a madeira  e o papel.

De uso tradicional, o hinoki que aparece na fachada é uma madeira em alta na arquitetura contemporânea japonesa. A técnica de encaixe, criada há mais de 300 anos, foi executada pela equipe de artesãos japoneses que veio ao Brasil exclusivamente para montar a estrutura. Peças grandes e menores de hinoki se unem por meio de junções meticulosamente talhadas para o encaixe perfeito, como num sofisticado quebra-cabeça. Antes de seguir para o Brasil, a imensa estrutura – são 36 metros de ponta a ponta – foi montada e desmontada no Japão para certificar que os encaixes estavam em perfeito ajuste. Nobre, o hinoki leva de 70 a 80 anos para alcançar a vida adulta. Considerado sagrado dentro da religião xintoísta, é também muito utilizado para a construção de templos sagrados. “Sua madeira apresenta veio bonito e aroma muito agradável. Além de construções, o hinoki também é utilizado na confecção de móveis, utensílios, escultura e na fabricação de navios.”, descreve o engenheiro agrônomo Guenji Yamazoe, especialista em botânica.

O prédio tem dois mil e quinhentos metros quadrados e é dividido em piso térreo e três andares. Já no hall de entrada, cafeteria, espaço multiuso para até 150 assentos, biblioteca com leituras relacionadas à cultura japonesa e um jardim recebem os visitantes. Outra novidade é que os ambientes não serão separados por paredes fixas. Kengo Kuma decidiu apostar na facilidade de comunicação entre as salas e, por isso, projetou grandes portas deslizantes, conhecidas na arquitetura japonesa como fusuma. Dessa forma, pode-se, a qualquer momento, criar espaços mais amplos ou delimitar ambientes, por exemplo.

Programação

O espaço abre com a exposição “Bambu – Histórias de um Japão”, que ficará aberta até o dia 09 de julho. A proposta é estimular a reflexão sobre a planta, um elemento “silencioso” que, segundo o diretor de planejamento Marcello Dantas, “é um ponto de ligação entre o Brasil e o Japão, por ser uma planta abundante em ambos os países”.

De acordo com Marcello Dantas, a Japan House São Paulo deve receber de seis a oito exposições por ano, com duração de até dois meses cada. O local promete, ainda, abusar da criatividade, já que poderá ter diversos projetos, como exposições, seminários, workshops e atividades, relacionados aos mais variados temas, como cultura, mobilidade, história, engenharia, moda, gastronomia, negócios, design, robótica e muito mais.

Por que São Paulo?

A capital paulista foi escolhida por diversas razões. Uma delas é que em São Paulo vive a maior população de origem japonesa fora do Japão. Além disso, a cidade também é o principal centro econômico da América Latina, bem como um importante pólo de produção artística e cultural. Além da capital paulista, Londres, na Inglaterra, e Los Angeles, nos Estados Unidos, também receberão o espaço até o fim do ano.

Serviço

Japan House São Paulo
Endereço: Avenida Paulista, 52
Horário de funcionamento: terça a sábado, das 10h às 22h; aos domingos, das 10h às 18h
Entrada gratuita
Confira a programação www.japanhouse.jp/saopaulo/

 

Por Portal Madeira e Construção
Fotos: site Japan House

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