Novas exigências para selo de sustentabilidade

11 de Janeiro de 2017

Certificação LEED, uma das principais para construções sustentáveis, adotou novos critérios de avaliação baseada no conceito de ciclo de vida e em Declaração Ambiental de Produto (DAP)

O selo internacional na LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), uma das principais certificações para construções sustentáveis, passa a exigir informações sobre a cadeia produtiva de toda a edificação, passando a ser necessária a realização de uma Declaração Ambiental dos Produtos (DAP) que integram a construção. A DAP possibilita uma análise e comparação entre produtos de funções similares, baseada em seu desempenho ambiental durante todo o ciclo de vida. Para obter uma DAP, os fornecedores da construção civil terão que desenvolver uma Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) de acordo com a regra de sua categoria. Este tipo de ferramenta beneficia a tomada de decisão de clientes, a comunicação com o mercado e a busca pela melhoria contínua do produto.

As mudanças foram discutidas por representantes da Fundação Espaço ECO® (FEE®) e do Green Building Council Brasil (GBC) em conjunto com especialistas da construção civil durante um workshop sobre construção sustentável e ciclo de vida.

LEED

De acordo com informações do site do GBC Brasil, a certificação funciona para todos os edifícios e pode ser aplicada a qualquer momento no empreendimento. Os projetos que buscam a certificação LEED são analisados em oito dimensões: inovação no projeto, localização e transporte, lotes sustentáveis, eficiência da água, energia e atmosfera, recursos e materiais, qualidade interna do ambiente e consciência e educação. Todas possuem pré-requisitos (práticas obrigatórias) e créditos (recomendações) que conforme são atendidos, garantem pontos à edificação. O nível da certificação é definido de acordo com a quantidade de pontos adquiridos, podendo variar de 40 pontos a 110 pontos. Os níveis são: Certificado, Silver, Gold e Platinum.

Entre os benefícios da certificação estão aspectos econômicos como diminuição dos custos operacionais e dos riscos regulatórios, valorização do imóvel para revenda ou arrendamento, aumento na velocidade de ocupação, aumento da retenção, modernização e menor obsolescência da edificação.

Já no campo da sustentabilidade aparecem vantagens como o uso racional e redução da extração dos recursos naturais, redução do consumo de água e energia, implantação consciente e ordenada, mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, uso de materiais e tecnologias de baixo impacto ambiental, redução, tratamento e reuso dos resíduos da construção e operação.

Benefícios sociais também são comuns aos empreendimentos certificados já que, segundo o GBC Brasil, há uma melhora na segurança e priorização da saúde dos trabalhadores e ocupantes, inclusão social e aumento do senso de comunidade, capacitação profissional, conscientização de trabalhadores e usuários, aumento da produtividade do funcionário, melhora na recuperação de pacientes (em hospitais), melhora no desempenho de alunos (em escolas), aumento no ímpeto de compra de consumidores (em comércios), incentivo a fornecedores com maiores responsabilidades socioambientais, aumento da satisfação e bem estar dos usuários, estímulo a políticas públicas de fomento a construção sustentável.

Por Juliane Ferreira para o Portal Madeira e Construção

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