Perspectivas para o mercado da construção estão em estudo desenvolvido pelo Sebrae/SC

27 de agosto de 2018

Pesquisa mostra três possíveis cenários para o setor nos próximos anos

O Sistema de Inteligência Setorial (SIS) do Sebrae de Santa Catarina lançou recentemente um estudo que mostra os cenários para o desenvolvimento da indústria da construção brasileira até 2020. O setor foi um dos mais impactados pela crise econômica e depende essencialmente do ritmo de crescimento do País.

A retomada deve ser impactada pelo panorama político-econômico internacional, o que deve prejudicar a escalada do crescimento da economia brasileira até 2020. Paralelamente, há as eleições neste ano e a chegada de novos governantes, o que representa sempre mudanças na área econômica.

A pesquisa do Sebrae/SC diagnosticou ainda que o desenvolvimento da construção civil nos próximos três anos também está atrelado a reformas estruturais, como a tributária e a previdenciária, para que o setor vislumbre expansão da capacidade produtiva e investimentos a longo prazo.

A partir disso, o estudo delineou três caminhos que a construção civil pode “seguir” nos próximos anos, diante do contexto já citado, com a intenção de auxiliar  os empresários da cadeia da construção civil na tomada de decisões.

O primeiro cenário traz a possibilidade da retomada da produtividade, impulsionada por uma situação político-econômica favorável. Conforme a pesquisa, o próximo triênio será favorável se a situação política não for tão turbulenta como nos últimos anos. Isso aconteceria caso o próximo governo consiga apoio político e social para implantar medidas que reduzam o déficit habitacional, facilitem o acesso ao crédito e gerem demanda por obras de infraestrutura.

A indústria da construção civil pode ter um crescimento perto dos 2% nos próximos anos se, além deste contexto, houver uma simplificação tributária e o emprego de novas tecnologias que auxiliem a produtividade, segundo o estudo do Sebrae/SC. Neste caso, a opção ao empresário pode ser investimentos a longo prazo, para investimentos em produtividade e programas de capacitação de mão de obra. Além disso, de acordo com o levantamento, será um momento interessante para testar novos modelos de negócio e nichos de atuação.

Já para um cenário de incerteza econômica, que vai gerar impactos negativos na produtividade, a recomendação é de cautela. Isto poderá ocorrer em um contexto que considera uma leve retomada da governabilidade, com recuperação econômica favorável ao setor, mas ainda com alto nível de incerteza. Sem a garantia de um sistema econômico estável, o foco é a obrigação a curto prazo, o que força a prorrogação dos investimentos.

Para a equipe do Sebrae/SC, a saída para o empresário é cuidar da saúde financeira, respeitando a capacidade de manutenção e pagamentos da empresa. Além disso, é possível identificar padrões de consumo e produções no mercado imobiliário para planejar investimentos em novos projetos.

O terceiro cenário levantado na pesquisa está atrelado a uma situação político-econômica desfavorável. Este é o contexto mais pessimista do estudo e no qual há prioridade para a redução de custos. A projeção aponta que a queda mais acentuada no Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil aconteceria ainda em 2018, com até -1%, em um cenário como este, com redução ainda em 2019 (-0,2%) e leve recuperação em 2020 (0,5%).

A recomendação da equipe do Sebrae/SC, caso isso aconteça, é cuidar da área financeira da empresa, com possibilidade de busca de crédito de giro, renegociação de contratos e cortes de custos.

A pesquisa ainda aponta que, independentemente do cenário, os empresários da construção civil podem se preparar para enfrentar os desafios dos próximos anos ao priorizar ações para aumentar a produtividade. Isso inclui remodelação de processos, melhoria da gestão de compras, uso de tecnologias e capacitação de mão de obra, por exemplo.

Outras recomendações são privilegiar contratos mais curtos, melhorar o treinamento de segurança e adotar tecnologias de maneira mais ágil, para acelerar os processos, como por meio de dispositivos móveis em trabalhos de campo.

O estudo completo do Sistema de Inteligência Setorial (SIS) do Sebrae de Santa Catarina pode ser consultado aqui.

Por Portal Madeira e Construção com informações do Sebrae/SC

Foto da capa: Ilustração / Pixabay

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