Pesquisa de mestrado resulta na construção da primeira estrutura gridshell em madeira da região Nordeste

4 de Fevereiro de 2019

Instalação foi montada ao lado do Laboratório de Estudos da Madeira da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Quem passa pelo campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em Natal, onde está sediado o Laboratório de Estudos da Madeira (LABEM), se depara com a Dunas Gridshell. A estrutura foi montada no local como resultado de uma pesquisa de pós-graduação e é considerada a primeira neste formato na região Nordeste, conforme divulgação do próprio laboratório.

O projeto de mestrado foi conduzido por Isabela Cavalcanti, com orientação da professora Edna Moura Pinto e coorientação do professor Alfredo Manuel Dias (Universidade de Coimbra/Portugal), e ainda contou com o envolvimento de vários departamentos da UFRN e também da iniciativa privada. A pesquisa analisou o processo de construção e os custos deste sistema, por ser pouco explorado no País. O trabalho se alinhou com as propostas do LABEM, para o desenvolvimento de estudos sobre diferentes métodos construtivos com uso racional da madeira.

(Foto: Divulgação)

A Dunas Gridshell, de cerca de 20 metros quadrados, tem o pinus como matéria-prima. Entre as características deste tipo de estrutura estão a ausência de necessidade de pilares intermediários e o baixo consumo de madeira.

“Pela área coberta, o consumo de madeira é mínimo. É uma estrutura de superfície mínima, que o usa o mínimo para cobrir grandes vãos, além de ter seções pequenas. Gastamos menos de um metro cúbico de madeira. É uma estrutura leve, que nós mesmos montamos”, contou a professora Edna Moura Pinto à Rádio Universitária da UFRN, em dezembro do ano passado, após a montagem.

A gridshell apresenta esta curvatura e, por isso, a escolha da madeira para a construção deve ser criteriosa. “Propriedades que vão dizer se a madeira tem resistência suficiente, e se ela se flexiona o suficiente, sem romper. A madeira não pode ter muito dura, precisa ter um nível de elasticidade que venha atender essa característica da estrutura”, lembra a professora.

(Foto: Divulgação)

De acordo com ela, por suas características, estruturas como esta podem ser instaladas em ambientes de convivência, como restaurantes, hotéis e feiras, entre outros.

Em uma nova etapa do projeto, a Dunas Gridshell vai receber uma fundação de eucalipto, servindo de estruturação para uma área de convivência no campus da UFRN. Mas os estudos sobre a estrutura não param. Pesquisadores ligados ao LABEM verificam se é possível incorporar algum tipo de madeira encontrada na região Nordeste, no bioma da caatinga, ao processo de produção deste tipo de estrutura. Para isto, o laboratório está avaliando as propriedades das madeiras das espécies da região.

Por Portal Madeira e Construção com informações do LABEM/UFRN, EAJ/UFRN e Rádio Universitária/UFRN

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