Programa colombiano é exemplo de rastreabilidade florestal

10 de junho de 2019

Experiência foi apresentada durante evento promovido pelo Núcleo da Madeira 

Construir um modelo de negócio em que as florestas sejam atrativas. Para o engenheiro florestal Rubén Darío Moreno Orjuela, diretor de Projeto de rastreabilidade da FAO CARDER (Corporacion Autonoma Regional de Risaralda) da Colômbia, esse é o principal desafios do setor florestal em diferentes países.

Na avaliação do especialista, o primeiro passo do setor é conseguir responder qual a origem da madeira e lembrou: “uma função-chave do sistema de rastreabilidade é vincular a madeira ao produto madeireiro físico”. A discussão fez parte do painel Produção florestal e o Consumo do evento Ideias Inovadoras para a Cadeia da Construção em Madeira, promovido pelo Núcleo da Madeira, em São Paulo (SP), que começou nesta segunda-feira (10) e segue até quarta-feira, 12 de junho.

Segundo Orjuela, o país conseguiu sistematizar um sistema de controle e vigilância florestal eficiente a partir da experiência dos empresários, com aporte das autoridades ambientais e complementando com a visão de especialistas do país e do exterior. O modelo inclui aspectos técnicos, logísticos e tecnológicos, que foi implantado a partir de um decreto do governo.

O processo incluiu modificação em todo o processo, do georreferenciamento das árvores, passando pela identificação das toras e na forma de carregamento nos caminhões para transporte, que exige tornar visíveis as informações em cada tora. Entre os resultados obtidos, otimização da rentabilidade econômica dos negócios e melhora das oportunidades de negócios nacionais e internacionais.

Apesar dos importantes avanços, o diretor alertou que a tecnologia não resolve tudo. “Precisamos ter um modelo de administração florestal, como trabalhar a ética e combater a corrupção no setor florestal, como qualificar os profissionais, fortalecer o controle, a governança, diminuir o comércio ilegal de madeira. O governo deve convocar as pessoas a participarem e o sistema precisa ser amigável, atrativo, funcional”, explicou.

Ortueja lembrou que a rastreabilidade não deve aumentar os custos de gestão; além disso, a implementação deve ser gradual e uma forma de diálogo entre os agentes da cadeia produtiva.

Evento

Dividido em cinco módulos temáticos, a programação do evento conta com a participação de representantes das indústrias de madeira e da construção, do terceiro setor, do poder público e da academia.

Também fazem parte da programação as ações já em desenvolvimento no Brasil, entre elas, a experiência da exploração de florestas plantadas por pequenos produtores e serrarias, a geração de valor para florestas plantadas, as iniciativas de produção de CLT, o uso de sistemas construtivos em madeira para habitações sociais com a apresentação do case do premiado projeto Moradas Infantis.

Além das palestras, será possível escolher entre duas opções de visitas guiadas que serão realizadas na manhã do dia 12: Museu do Futebol Mauro Munhoz ou Jd. Vitória Régia Zanine.

O evento conta com o patrocínio do WWF-Brasil, além dos patrocinadores do Núcleo Sayerlack, Montana Química, Berneck e Tecverde. Apoiam a realizam do ciclo de palestras o Sinduscon-SP, a Faap e o IPT.

 

Por Juliane Ferreira para o Portal Madeira e Construção (A jornalista viajou a convite do Núcleo da Madeira)

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