Reportagem internacional responde à pergunta: a madeira é realmente sustentável?

6 de agosto de 2018

Publicação foi feita primeiramente no The Architects Newspaper e depois reproduzida no site da Tecverde, empresa paranaense especializada em construções em wood frame

Apostar na construção em madeira é indicado pela repórter Olivia Martin, do The Architects Newspaper, publicação americana especializada no setor, como uma solução para diminuir a emissão de gases causadores do efeito estufa em todo o mundo. Esse é um dos fatos que ela indica para responder à pergunta que colocou como título do artigo: “A madeira é realmente sustentável”?

Apesar de ser um texto de novembro de 2017, ele permanece atual. Recentemente, a equipe da Tecverde – empresa paranaense focada em construções com o sistema wood frame – traduziu este artigo e o publicou em seu site.

A repórter cita que a construção civil é responsável por 44,6% da emissão de dióxido de carbono (CO2) nos Estados Unidos e, diante da necessidade de identificar alternativas sustentáveis para construção, muitos especialistas na área ambiental, arquitetos e pesquisadores estão vendo a madeira como uma opção para este setor. Um dos motivos é pelo fato da madeira ser uma fonte confiável na redução da emissão de CO2 e do uso de combustíveis fósseis.

Conforme a publicação, as construções com madeira poderiam diminuir em até 31% a emissão global de gases que contribuem para o efeito estufa, além de contribuir para uma queda entre 12% e 19% do consumo de combustíveis fósseis em todo o mundo. Isso seria possível usando de 34% a 100% da madeira vinda de florestas plantadas de todos os cantos do planeta.

Outra vantagem da construção com madeira citada no artigo está relacionada com a energia gasta em sua produção. Para a produção de uma tonelada de tijolos, por exemplo, é necessário usar quatro vezes a quantidade de energia aplicada no processo da madeira serrada, material usado para produzir os painéis de madeira laminada cruzada (CLT). No caso do concreto, são cinco vezes mais; aço, 24 vezes; alumínio, 126 vezes mais.

A publicação destaca que existem vários exemplos em todo o mundo de como a madeira pode ser um bem durável e como as construções com este tipo de material resistem ao tempo. Além disso, a madeira tem a habilidade de ser desmontada e recomposta em outras edificações e para outros usos, mantendo-se fora do descarte e tendo quase que um ciclo eterno, até que retorne para a natureza de alguma forma.

O artigo ressalta que a madeira é um recurso renovável, seu crescimento tem um baixo impacto de produção e ainda tem o potencial do sequestro de carbono. Alguns ambientalistas defendem que a colheita de árvores permite que as florestas se tornem mais eficientes neste sentido, pois as árvores que virão vão continuar com o processo de absorção do carbono. Há pesquisas em andamento sobre como extrair ao mesmo tempo que as florestas tenham tempo para se regenerar. Também existem técnicas florestais responsáveis já aplicadas que contribuem neste sentido.

Além de todo este contexto, há oferta de material em várias partes do mundo, como no caso dos Estados Unidos, onde a extração de madeira é menor do que o potencial existente. Ou seja, alguns países ou localidades possuem abundância de madeira e não aproveitam esta condição. Com isso, em alguns casos, como nos Estados Unidos, não haveria a necessidade de importação de materiais destinados para a construção civil, segundo a reportagem.

A publicação ainda relembra a crença de que o corte de árvores é algo negativo e que geraria redução das florestas. No entanto, ressalta que um forte mercado de produtos com base de madeira impulsionaria as florestas.

Edifícios

O grande potencial da madeira para prédios acima de seis pavimentos é destacado pelo veículo especializado, que ainda lembra o movimento a favor desta tecnologia nos Estados Unidos. Recentemente, projetos de arranha-céus em madeira foram desenvolvidos por profissionais americanos e algumas propostas de edifícios com este tipo de material tiveram aprovação de autoridades locais.

A reportagem cita que, graças a produtos inovadores – CLT, Madeira Laminada Colada, Glulam e NLT (Nail Laminated Timber) -, os edifícios podem chegar a até 40 pavimentos. Além disso, apresenta estudos que apontaram o potencial de construções de prédios de altura média, até 14 pavimentos, quanto à economia de recursos, e que mais de dois terços da demanda deste segmento poderiam ser executados com madeira maciça.

Por fim, a publicação salienta que todo o processo de construção com madeira deve ser feito corretamente, desde às práticas de manejo das florestas plantadas até o design em si. No entanto, considera que existem diversas oportunidades e vantagens em trabalhar com madeira.

Por Portal Madeira e Construção, com informações do The Architects Newspaper e Tecverde

(Foto: Ilustração / Pixabay)

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