Resultado Prêmio Ebramem/WWF

11 de Março de 2016

Objetivo da premiação é estimular estudantes e profissionais a pensar e inovar usando a madeira

O Ibramem (Instituto Brasileiro da Madeira e das Estruturas de Madeira) e o WWF entregaram nesta sexta-feira, 11, o Prêmio Ebramem/WWF para profissionais e estudantes que idealizaram projetos privilegiando a madeira como material construtivo. A premiação foi realizada durante o último dia do Ebramem (Encontro Brasileiro em Madeiras e em Estruturas de Madeira), que ocorreu entre os dias 9 e 11 de março, em Curitiba (PR).

De acordo com o coordenador do comitê avaliador da premiação, o arquiteto Marcelo Aflalo, o principal objetivo do prêmio foi estimular estudantes e profissionais a pensar e inovar usando o material, combinando diversas possibilidades para obter um resultado surpreendente.

Ele explicou que a premiação é realizada há vários anos, mas nesta edição ganhou uma abrangência e alcance maior e esteve aberta a projetos de toda a América do Sul. “Queremos gente jovem nessa história, uma renovação. Pessoas que possam pensar o uso da madeira e aproveitar esse material e esse momento que vivemos, que favorece a expansão dos sistemas construtivos sustentáveis”, afirmou.

A sustentabilidade da madeira em vários aspectos também é o que chamou a atenção da organização não-governamental WWF, que atua no mundo todo pela preservação do meio ambiente e combate ao aquecimento global. Para Ricardo Russo, representante da ONG, a madeira é um material realmente ecológico. “É preciso reconhecer a importância de estarmos aqui, porque em meio ao debate sobre mudanças climáticas, discutimos o papel da construção civil neste movimento e a madeira é o material sustentável, tanto aquela proveniente de floresta plantada quanto das florestas bem manejadas e controladas, uma vez que pode fixar gases poluentes e tem a condição de ser renovada, além dos usos de seus resíduos”, afirmou.

Já o presidente do Ibramem, Francisco Rocco, afirmou que a premiação ajuda a divulgar todos esses benefícios entre os profissionais especificadores, ajudando a ampliar a busca por novas soluções e fortalecendo a criatividade e debate sobre o tema.

Premiação

O comitê avaliador do prêmio recebeu 45 projetos inscritos por profissionais e sete por estudantes de graduação, com orientação de professores. A premiação explicou que as inscrições dos acadêmicos foram prejudicas pela época de divulgação do prêmio, pois coincidiu com as férias das instituições de ensino superior.

Fizeram parte desta avaliação profissionais de todo o Brasil, além de renovados especialistas do exterior. Esta composição ajuda a tornar o resultado ainda mais isento, uma vez que os avaliadores desconheciam os concorrentes. Entre os critérios utilizados na avaliação estava o uso da madeira como protagonista, tanto em função quanto na forma e inteligência de uso. Desenho e linguagem também foram avaliados, além das questões de sustentabilidade do projeto.

O vencedor na categoria profissional ganhou uma viagem para Viena, na Áustria, e inscrição ao WCTE – World Conference on Timber Engineering, que será realizado em agosto deste ano, na cidade. Já o projeto vencedor da categoria estudante concedeu uma viagem a Santiago, no Chile, para conhecer a indústria madeireira e projetos locais construídos com o material.

Confira a seguir os vencedores:

Projeto vencedor na categoria profissional

Projeto vencedor na categoria profissional

Categoria profissional

Vencedor

Vila Taguaí, em Granja Viana, em São Paulo, projeto de Cristina Xavier e equipe. Segundo o comitê avaliador, o projeto se destacou ao construir um conjunto de casas em um ambiente de solo acidentado e ampla arborização, realizando, no entanto, mínima intervenção ao solo e na paisagem. As casas contiveram detalhes específicos que as personalizaram e buscaram soluções inteligentes para o ambiente.

Detalhe projeto vencedor categoria profissional

Detalhe projeto vencedor categoria profissional

“O projeto é um ótimo exemplo de adequação da arquitetura bioclimática, que desenvolve dispositivos arquitetônicos muito adequados às exigências do meio onde se encontra para assegurar um bom conforto interior em meio a um clima muito exigente quanto ao controle de umidade e ventilação, desenvolvendo sistemas de ventilação natural, reutilização de águas pluviais, drenagem e controle de radiação solar”, afirmam os avaliadores.

Menção Honrosa

– Casa de meia encosta, de Denis Joelson e equipe

– Residência na Serra das Cabras, do escritório MMBB, de Milton L. de Almeida Braga

– Casa em Florianópolis, de Una Arquitetos, de Cristiane Muniz

– Capela Joá, Bernardes Arquitetura, de Thiago Bernardes

– Pavilhão Santa Maria, República Arquitetura, de Luciano Margotto Soares e equipe

Karina Kimura Oliveira, da equipe vencedora na categoria estudante

Karina Kimura Oliveira, da equipe vencedora na categoria estudante

Categoria estudantes 

Vencedor

Terminal Cicloviário, da Equipe Anatra, representada por Karina Kimura Oliveira, orientados pelo professor Gilmar Tumelero, da Universidade Mater Dei de Pato Branco (PR).

 

Por Karla Losse Mendes para o Portal Madeira e Construção

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