Saiba como especificar esquadrias em madeira

2 de junho de 2017

Documento lançado pela CBIC traz informações sobre instalação e manutenção de portas, janelas e elementos de fachada
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) acaba de lançar o Guia “Esquadrias para Edificações – Desempenho e Aplicações” com o objetivo de orientar profissionais do setor na especificação, instalação e manutenção desses itens, de forma a garantir o desempenho e durabilidade de janelas, portas e elementos de fachada.

A publicação contempla informações em conformidade com as normas técnicas da ABNT NBR 10821 (Partes 1 a 5) – esquadrias para edificações e ABNT NBR 15930 (Partes 1 e 2) – portas de madeira para edificações.

O material foi desenvolvido por meio de uma ação proposta pela CBIC, com participação da Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (COMAT), de representantes dos Sindicatos da Indústria da Construção Civil (Sinduscons) do País, do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi), do Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI) e das entidades de fabricantes de esquadrias como a Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci).

Baixe o guia completo.

 

Confira a seguir um roteiro apresentado no Guia, que detalha como deve ser feita a especificação das portas em madeira para edificações:

1) Ocupação da edificação

O nível de exigência do uso da porta muda conforme o tipo de edificação, que pode ser privado, coletivo ou público. Para atender a esse desempenho, deve-se considerar a quantidade de ciclos de abertura e fechamento da porta. A frequência de uso da porta, de acordo com sua ocupação, é classificada conforme o tráfego.

a) Privada – Tráfego Moderado

b) Coletiva – Tráfego Regular

c) Pública – Tráfego Intenso 

2) Tipo e uso da porta

O tipo de uso da porta leva em consideração o nível de desempenho e ocupação da edificação. Há vários tipos de porta, sendo os principais para usos residencial, corporativo, de hotelaria, hospitalar, comunitário (educacional) e institucional.

a) Residencial

b) Corporativo, hotelaria

c) Hospital, educacional, institucional 

3) Local de instalação

Durante a concepção do projeto, deve ser especificado pelo projetista o local de instalação das portas. No interior das ocupações, as portas estão protegidas da ação do tempo e podem ser instaladas em locais secos ou molhados (presença de lâmina de água durante o uso normal, como banheiro com chuveiro) ou molháveis (ocorrência de respingos, como lavabo). Já a porta de uso exterior está sujeita às intempéries e pode estar abrigada ou exposta.

a) Interior – seco

b) Interior – molhado ou molhável

c) Exterior – abrigado às intempéries

d) Exterior – exposto às intempéries

4) Perfil de desempenho da porta

A norma de portas de madeira estabelece cinco perfis de desempenho conforme a localização de uso e o local de instalação da porta, levando em conta o esforço e as situações às quais ela será submetida. As portas devem se enquadrar em um dos perfis de desempenho, considerando os critérios de cada perfil como mínimos para determinado uso especifico.

Esses perfis são classificados como PIM, PIM RU, PEM, PEM RU ou PXM (Figura 25).

a) PIM – Porta interna de madeira

b) PIM RU – Porta de madeira resistente à umidade

c) PEM – Porta de entrada

d) PEM RU – Porta de entrada resistente à umidade

e) PXM – Porta externa de madeira

5) Padrão dimensional da porta

O padrão dimensional da porta considera medidas padronizadas das folhas da porta segundo sua massa. A norma estabelece quatro padrões que devem ser adequados de acordo com o uso e a ocupação da porta:

a) Leve (de 6 a 10 kg/m²)

b) Médio (acima de 10 até 20 kg/m²)

c) Pesado (acima de 20 até 30 kg/m²)

d) Superpesado (acima de 30 kg/m²)

6) Desempenho adicional

Determinados projetos exigem performances adicionais, como desempenho acústico e resistência ao fogo. Para essas situações, a norma estabelece critérios que direcionam a porta para que ela atenda a esses requisitos. A porta com desempenho acústico possui seis classes de desempenho correspondente ao valor do índice Rw. As portas resistentes ao fogo, para entrada de unidades autônomas, podem ser classificadas como PRF30 e PRF60, que correspondem ao tempo de resistência do fogo.

Acústica

a) PIA C1 (de 21 dB até 24dB)

b) PIA C2 (de 25 dB até 28 dB)

c) PIA C3 (de 29 dB até 32 dB)

d) PIA C4 (de 33 dB até 36 dB)

e) PIA C5 (de 37 dB até 40 dB)

f) PIA C6 (Maior ou igual a 41dB)

Fogo

a) PRF 30 (30 minutos)

b) PRF 60 (60 minutos)

7) Padrão de aparência

Depois que todos os critérios que conduziram à escolha correta da porta para a aplicação desejada foram cumpridos, resta decidir o padrão estético a partir das diferentes opções de acabamento oferecidas pelo mercado.

8) Qualificação do fornecedor

Com a definição da especificação do produto, o próximo passo é buscar no mercado um fornecedor que possua a qualificação e comprovação do desempenho da porta. Para as portas de madeira, recomenda-se que seja solicitado ao fornecedor o Certificado de Conformidade do Produto ABNT NBR 15930-2.

 

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Por Portal Madeira e Construção 

 

 

 

 

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