Startup americana investe em empresa canadense pioneira em construção de edifícios de madeira e agita mercado

28 de junho de 2018

Katerra adquiriu a Michael Green Architecture; com isso, a imprensa especializada especula se startup aposta na madeira como futuro

A Katerra, uma startup do Silicon Valley (Estados Unidos) que tem como foco a indústria da construção, decidiu adquirir a Michael Green Architecture Inc. (MGA), uma empresa de Vancouver (Canadá) que foi uma das pioneiras na construção de edifícios de madeira. O negócio foi oficializado no final de maio e, desde então, a imprensa especializada vem especulando qual pode ser o fruto desta movimentação da Katerra, que neste ano recebeu US$ 865 milhões de investimento do fundo SoftBank Vision. Atualmente, a startup vale US$ 3 bilhões.

O portal Curbed.com, por exemplo, questiona se a compra da MGA não pode acelerar a difusão dos edifícios em madeira, que vem ganhando cada vez mais espaço na indústria da construção e na arquitetura.

A Katerra sinaliza que pode romper com as barreiras da construção formal, sugerindo inovação com foco na integração vertical do processo construtivo, o que permitiria construir melhor, mais rápido e mais barato do que as empresas tradicionais. Por isso, conforme a interpretação do Curbed.com, a aquisição da MGA sugere que a Katerra veja os edifícios em madeira como parte desta solução que ela propõe para a indústria da construção.

A startup, fundada em 2015, montou na Califórnia uma firma de construção, que emprega 1,5 mil pessoas e já contratou mais de US$ 1,3 bilhões em projetos. Além disso, construiu uma unidade operacional para fabricar o seu próprio material. O objetivo da Katerra é ser uma empresa “one-stop shop”, oferecendo design, produção e construção.

O arquiteto canadense Michael Green, que comanda o escritório candense, é mundialmente conhecido por acreditar na madeira como uma solução viável para a consturção civil. Ele planeja construir um arranha-céu de 30 andares em Vancouver. A proposta dele é provar que a construção civil não depende exclusivamente do aço e do concreto e que é possível, sim, construir edifícios altos com um material renovável, durável e forte. Segundo ele, uma construção com madeira é uma alternativa segura, neutra em carbono e extremamente sustentável. Para o arranha-céu, Green pretende utilizar painéis de madeira maciça. As vigas de aço serão utilizadas apenas para dar firmeza ao sistema.

Para o arquiteto, é possível ainda fazer mais. Ele garante que a madeira pode ser o material construtivo escolhido para construir um prédio idêntico ao Empire State Building, de Nova York, que tem 110 andares.

Por Joyce Carvalho para o Portal Madeira e Construção com informações de Curbed.com

 

Madeira nas alturas

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