“Voos mais altos” para a Tecverde nos próximos dois anos

21 de Março de 2016

Com a entrada de um novo investidor, empresa pretende dobrar produção da fábrica

A entrada de um sócio investidor, divulgada no início deste ano, está dando o suporte necessário para a Tecverde expandir seus negócios em 2016 e 2017. A empresa curitibana, especializada em construções sustentáveis, está se estruturando para atender cada vez mais o setor de construção civil. Segundo informações publicadas pelo jornal Gazeta do Povo e pela Revista Amanhã, o fundo norte-americano Global Environment Fund (GEF) fez recentemente um aporte de R$ 20 milhões na Tecverde.

“A Tecverde trouxe uma nova parceira, uma nova sócia, justamente para se fortalecer para esta fase que vamos viver de crescimento. Estamos nos preparamos para atender os maiores players do país. Nosso objetivo é de, até 2017, atender no mínimo de cinco a 10 mil casas por ano, em todos os padrões”, revela Caio Bonatto, um dos fundadores e sócios da Tecverde. Entre as ações de expansão está o aumento da capacidade de sua fábrica, que dobrará a produção.

Projeto personalizado da cunha² arquitetura de 240m² executado pela Tecverde

Projeto personalizado da cunha² arquitetura de 240m² executado pela Tecverde

Com a atual crise econômica brasileira afetando diretamente a construção civil, a empresa também aproveita uma oportunidade para crescer no segmento. “A crise é a nossa maior aliada. A crise faz com que as construtoras busquem eficiência operacional, e isto hoje está atrelada à tecnologia”, conta. “Esta é uma fase em que o país vive uma crise de mercado e de renda, mas para nós, junto às construtoras, tem sido muito bom. Conseguimos crescer em 2015 e em 2016 já começamos crescendo bastante”, declara.

De acordo com ele, desde a metade do ano passado, o atendimento está sendo basicamente feito a construtoras que procuram a Tecverde. Bonatto afirma que a busca por novas tecnologias motiva esta busca pelas empresas da construção, inclusive por algumas que “nunca imaginaram” que este passo seria necessário para serem rentáveis e conseguirem executar empreendimentos.

Atualmente, a empresa tem capacidade de se tornar um fornecedor para as construtoras em até 60% de uma obra, com toda a estrutura industrializada e com preço fechado. “Isso o mercado não tinha visto antes”, enfatiza Bonatto.

Paralelamente, a empresa curitibana está com o projeto de execução de um prédio de quatro pavimentos em wood frame. Esta é a meta de inovação para 2016. A empresa está com o processo de homologação para financiamento no Ministério das Cidades.

Atuação

Nova sede da Tecverde em Vinhedo, São Paulo.

Nova sede da Tecverde em Vinhedo, São Paulo.

A Tecverde foi fundada em 2009 com o objetivo de mudar a maneira de construir no Brasil, intensificando a sustentabilidade e a industrialização neste setor. Os empreendedores Caio Bonatto, Beto Justus, Lucas Maceno, Pedro Virmond Moreira e Maria Paula Roco Nascimento, entre outras ações, adaptaram o wood frame às necessidades nacionais.

“Nosso objetivo sempre foi pautado na industrialização e na sustentabilidade da construção civil. O uso da madeira foi consequência. Não somos uma madeireira querendo abrir novos mercados e, para isto, precisava abrir uma fábrica de casas. Não somos o maior plantador de florestas do Brasil. Não temos nada a ver com o setor de madeira. Somos uma empresa de tecnologia em construção”, ressalta Bonatto.

Em 2010, a primeira casa com o sistema construtivo em madeira começou a abrir as portas para a Tecverde, que passou a integrar a Comissão Casa Inteligente, uma iniciativa que envolve várias entidades para difundir os benefícios da construção com madeira e a sustentabilidade no uso deste material.

A atuação da Tecverde inicialmente ficou voltada para casas de alto padrão e, neste período, a empresa foi aprimorando a sua tecnologia e se tornando referência no mercado. No fim de 2013, recebeu do Ministério das Cidades a liberação do Documento Técnico de Avaliação (DATec), autorizando a realização de obras em wood frame. A medida permitiu também a realização de financiamentos para construções com esta tecnologia.

Este cenário alavancou o uso deste sistema construtivo. A Tecverde se tornou parceira de construtoras para a execução de empreendimentos importantes, como o condomínio residencial Moradias Nilo, em Curitiba, feito dentro do programa federal Minha Casa, Minha Vida.

Um grande passo para a empresa aconteceu com o empreendimento Supreme Village, na cidade de Suzano, no interior de São Paulo, feito em parceria com a MRV em 2015. “Passamos de um negócio de nicho para atender o mercado da construção civil em escala”, aponta Bonatto. Paralelamente, para atender a esta demanda, a Tecverde implantou a fábrica mais automatizada na América Latina para produção de casa.

Por Joyce Carvalho para o Portal Madeira e Construção

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