Retrospectiva dos avanços do uso da madeira em 2017

20 de dezembro de 2017

Prezados Leitores,

Já mencionei em textos anteriores o desenvolvimento que temos visto no Brasil e no mundo no que se refere às construções em madeira. Durante este ano, fiquei alguns meses sem publicar nenhum texto nessa coluna e nesse período muitas coisas aconteceram e merecem ser comentadas aqui, como um balanço de final de ano.

1 – Tivemos em março a aprovação da revisão 02 da Diretriz SINAT 005 pelo Ministério das Cidades, determinando parâmetros para a construção de edifícios de 4 pavimentos em wood frame em empreendimentos financiados por programas habitacionais do Governo Federal, como mencionado na última publicação.

2- Aconteceu em setembro a Semana Internacional da Madeira (SIM) em Curitiba (PR), que mais uma vez proporcionou encontros e palestras muito positivos, das quais destaco a organizada pela Fiep sobre o desenvolvimento técnico para construção de uma torre de 80 andares em estrutura de madeira na Inglaterra, tema tratado nessa coluna em fevereiro passado.

3 – Tivemos também nesse período a divulgação pela AMATA do início de um projeto de edifício em Madeira Laminada Colada e CLT a ser erguido em São Paulo.

4 – Nesse mesmo período, foi realizado o WoodRise na França, o primeiro Congresso sobre Edifícios Altos em Madeira, onde uma comitiva brasileira assinou acordos de cooperação bilateral com a França e multilateral com outros países que estão envolvidos com o avanço das construções em madeira pelo mundo, com foco na sustentabilidade e no desenvolvimento de novas tecnologias, criando uma sinergia internacional e abrindo grandes possibilidades do Brasil atuar junto nesses desenvolvimentos.

Muitos outros avanços poderiam ser mencionados aqui e posso afirmar que a maioria desses está embasada em vantagens para o planeta no aumento do uso da madeira na construção, sequestrando carbono da atmosfera e diminuindo a dependência de materiais não renováveis na construção para atender as necessidades crescentes de urbanização. O que já é sabido e divulgado é que a continuidade do crescimento da construção civil nos moldes atuais, predominantemente, com uso de concreto e aço chegaria a um colapso antes de 2050. Alinhado com esse importante direcionamento, tenho cada vez mais visto opiniões, como a que li do economista, professor da Universidade de Columbia Jefffrey Sachs: “O futuro do mundo depende dos engenheiros”, no sentido de que novas soluções precisam ser desenvolvidas, entre outras, para aumentar as fontes de energia, acabando com o uso do petróleo e do carvão e transformar as cidades para receberem bilhões de novos moradores.

Já estamos cientes do importante papel que as construções em madeira têm no sentido de reduzir os impactos causados pela construção civil e, em paralelo, construir edificações mais eficientes energeticamente, reduzindo o consumo de energia para o uso da edificação, mantendo o conforto necessário, entre muitas outras vantagens. Mas essa informação ainda permanece restrita aos que trabalham com a madeira, precisamos ampliar a abrangência dessas informações. Sabemos dos problemas ambientais causados pela construção civil e temos uma solução que pode dar uma boa contribuição para reduzir esse impacto. É nossa obrigação colocar isso em prática!

 

guilherme stamato

 

 

 

Por Guilherme Corrêa Stamato para Portal Madeira e Construção
Para entrar em contato com o colunista: stamade@terra.com.br

 

 

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