Tecnologia é caminho para economia sustentável

4 de maio de 2016

Segundo professor da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, assim será possível criar produtos inovadores e com mais valor agregado

Uma das grandes preocupações mundiais é pensar em um futuro sustentável, já que a população vem esgotando, dia após dia, os recursos naturais existentes. Mesmo com o tema sustentabilidade cada vez mais em alta, os países ainda fazem inúmeros esforços para conseguir alcançar um desenvolvimento sustentável, com um equilíbrio ecológico entre os setores que fazem parte da sociedade. Sobre esse assunto, o professor Jerry Winandy, do Departamento de Engenharia de Bioprodutos e Biossistemas da Universidade de Minnesota (EUA), conduziu um estudo que mostra o trabalho dos cientistas dos Estados Unidos e Canadá nos esforços e desafios para alcançar economias sustentáveis.

O levantamento mostra que as tecnologias integradas de biomassa são um caminho em potencial para uma economia global sustentável. Segundo o professor, o governo norte-americano tem uma política para incentivar o uso da madeira na construção civil, porque segue o primeiro princípio da sustentabilidade dos recursos: sempre escolher o material que tem a máxima utilidade e o mínimo impacto a longo prazo sobre o meio ambiente. Outro ponto importante citado por Winandy é com relação à energia. Ele lembra que os combustíveis fósseis são a principal fonte de CO² na atmosfera, ou seja, contribuem para o aquecimento global. Nesse caso, a solução seria utilizar a combustão de biomassa, que é considerada gás neutro, porque a quantidade de CO²2 emitida em combustão é a mesma que a quantidade sequestrada na fotossíntese.

“A estratégia é alcançarmos independência nacional e regional para matérias-primas químicas de energia e material de construção. Precisamos de bioenergia, biorrefinarias, nanotecnologia e compósitos avançados”, diz.

Para ajudar a reinventar a indústria de produtos florestais e, ao mesmo tempo, a indústria de materiais à base de biomassa, a sugestão do professor da Universidade de Minnesota é apostar na nanotecnologia. Na avaliação dele, a tecnologia é, sem dúvida, o principal caminho para o crescimento de uma economia e é também um fator essencial para permitir vantagem competitiva no mercado. Além disso, é capaz de garantir produtos novos e inovadores e margens de lucros elevadas. No caso da madeira, ele aponta que o uso da nanotecnologia pode ajudar a alcançar chapas mais leves e mais fortes, por exemplo, e materiais multifuncionais de madeira e biomassa, que irão resultar em novos mercados e novas funcionalidades.

Ainda no estudo, Jerry Winandy mostrou que no uso da nanotecnologia, os biocompósitos, sozinhos ou em combinação com outras fibras naturais, são os meios para economias sustentáveis. “Nenhuma outra tecnologia é tão adaptável ou pode adicionar mais valor ou funcionalidade para recursos como essa. Além disso, a tecnologia de biocompósitos é adaptável a inúmeros recursos e oferece maneiras de agregar valor a produtos não tradicionais”, explica.

Por fim, o professor disse que a pesquisa ajudou a desenvolver madeira com mais valor agregado e fibras de biocompósitos para promover recursos a longo prazo e sustentabilidade econômica. Ele pede, ainda, que a sociedade pare de usar recursos biológicos renováveis apenas pela facilidade de fabricar produtos.

“Pelo contrário, devemos utilizar uma série integrada de tecnologias para maximizar o valor e a utilidade para a sociedade e para o meio ambiente, alcançando, assim, uma economia global sustentável. Na minha opinião, o uso da biotecnologia é o primeiro passo. E quem vai fazer isso são aqueles que pesquisam e estudam a madeira”, completa.

 

Por Maureen Bertol para o Portal Madeira e Construção

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